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A Nova Era das Trevas
 
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MensagemAssunto: 520   Qui 24 Set 2009 - 15:27

Mira:

BOOOM.

Seguindo o rastro da estrela cadente, Mira vê uma explosão ao longe -- em Rodorio! A seu redor, chamas, destruição, o cheiro de cinzas e fumaça, gritos de desespero e brados de batalha.

O Santuário está em chamas!
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MensagemAssunto: Re: 520   Sab 26 Set 2009 - 1:50



As estrelas cadentes sempre o fascinaram.

Quando pequeno, indagava ao pai “por que as estrelas caem?”. O pai respondia, já irritado, “por que sim, oras”, e a criança era obrigada a baixar a cabeça e continuar a engraxar-lhe o sapato, se quisesse ganhar um doce. Mira crescera cercado por dúvidas, perguntas não respondidas, amores não correspondidos - agora, dono de seu próprio nariz, podia indagar à vontade e para quem quisesse que obteria suas respostas.

Ainda assim, ninguém nunca lhe explicou por que as estrelas caem.

Ele acompanhou com os olhos a trajetória da estrela, que descrevia um arco acima de sua cabeça. Observava o rastro deixado pela mesma, intrigado, deslumbrado, imergindo em pensamentos complexos cujos sentidos só eram compreendidos pelo próprio Mira. Pensamentos do tipo que associavam unicórnios a gotas de orvalho, ferraduras à geada e ciclones a botes de madeira. Se ele quisesse, poderia provar a você que os insetos vieram da prata através de suas histórias... Oh, sim, Mira escrevia. Adorava por suas ideias mirabolantes no papel. Ali, pelo menos, elas faziam um pouquinho mais de sentido do que em sua cabeça.

A estrela ia caindo, caindo, cada vez mais, em direção a Rodorio. Mira seguia-a com o olhar, vendo-a perder altitude e aproximar-se mais e mais do solo...

Perdendo altitude? Ela não deveria seguir retilín--

BOOM.

Ela caira em Rodorio. Inexplicavelmente, uma estrela caíra.

O cheiro de cinzas característico logo invadiu seus sentidos; levantou-se e fitou a cena à sua volta, incrédulo. O fogo consumia tudo ao redor, aproveitando-se da floresta. A fumaça encobria sua visão amedrontadoramente - ele passou a respirar através da manga da camisa. Aliás, que floresta era aquela? Onde estavam as árvores de copas verdes, a grama fofinha? Aonde havia ido parar a vida?

Talvez ela estivesse ali, camuflada, escondidinha em algum canto, com medo das chamas. Mas Mira não tinha tempo de procurar. Pois ele captara pela primeira vez os brados de guerra.

Subitamente suas pernas se moveram - ele corria na direção do Santuário, pulando obstáculos com uma agilidade inimaginável. Por algum motivo, sentia que devia proteger algo lá. Não se preocupava nem um pouco com sua casa devastada na vila: Athena era mais importante do que sua própria vida, e ele a daria de bom grado se fosse para resgatar algo útil para a deusa das sombras de Hades.

Então, era assim? As estrelas caíam - por um motivo desconhecido - e se chocavam contra a Terra, causando devastação e desespero?

Que simples!


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MensagemAssunto: Re: 520   Dom 11 Out 2009 - 22:26

Wedge:

Os sons eram estridentes, explosões, labaredas e rochas voando, vozes gritavam agoniadas, gritos de horror, de guerra, e de morte, o solo de pedras terminava por tornar aquele lugar extremamente desconfortável para que alguém dormisse.

---

Mira:

O Santuário estava destruído, as grandes colunas de pedra jaziam sobre o chão, alguns soldados pareciam buscar pessoas presas nos escombros, não pareciam se importar com a presença de um estranho. Alguns cadáveres jaziam no local, trajados com o que sobrara do que um dia fora uma bela armadura.

Mas onde estariam os Santos? Cosmos se inflamavam de forma inacreditável, mas também sumiam completamente alguns momentos depois, outros pareciam resistir. Entre todo aquele misto de energias, é possível identificar uma aura de terror e medo, não eram naturais, pareciam ser emitidas por algo, ou alguém.
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MensagemAssunto: Re: 520   Seg 12 Out 2009 - 19:05



Por que as estrelas caíam?

Essa pergunta ecoava numa pequena parte da mente de Mira - a única e ínfima parte que não estava totalmente chocada com a realidade à sua volta. Se é que aquilo era real. Parecia mais uma das cenas dos filmes que ele tanto assistia, onde o protagonista era levado como que por mágica para outra dimensão ou coisa do gênero. Como aquilo fora acontecer, por Athena?

Como a estrela caíra?!

Uma dor lascinante atravessou-lhe a cabeça; apoiou-se no que um dia fora uma imponente pilastra, enterrando o rosto nas mãos e se ajoelhando, respirando fundo, esperando, rezando para que a visão lhe voltasse. O mundo dos filmes era uma coisa - mesmo que as imagens impressionassem, no fundo sabia que tudo era ensaiado, que não passava de efeitos especiais e atuação. Vivenciar o horror da destruição era bem diferente. Os gritos, os brados de guerra e os cosmos confusos só ajudavam a aumentar a dor, mas ao fim de vários minutos ele pôde se por de pé novamente, cambaleante, com a impressão de que uma neblina densa se instalara bem à frente de seus olhos - o que não deixava de ser verdade, ainda que a neblina fosse, na verdade, fumaça proveniente do fogo da explosão. Piscou algumas vezes, e a neblina pareceu ceder um pouco, o suficiente, ao menos, para que ele pudesse enxergar à frente. O que se mostrou nada bom, visto que o cenário piorava cada vez mais à medida que Mira adentrava o Santuário. Só a imagem do Templo sagrado de Athena destruído já era suficiente para tirar-lhe o sono; os cadáveres, então, teriam o poder de fazê-lo desmaiar, não fosse a gigantesca força de vontade que o mantinha consciente.

Passos hesitantes ecoavam pelas já ruínas do Santuário; ele observava os soldados e pensava em ofecerer ajuda, mas sabia que iria acabar atrapalhando ainda mais, então tratou de ignorá-los do mesmo modo como faziam. Até porque, após muito andar, captara aquela aura estranha, tão artifical e tão aterrorizante, vinda de algum lugar. Mira a segue, focando sua mente dolorida e cansada naquilo e tentando esquecer o resto, como se assim pudesse superar o terror crescente e sufocante em seu peito.

Mas todos nós sabemos que lhe seria impossível.


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MensagemAssunto: Re: 520   Seg 26 Out 2009 - 23:19

Mira:

"Por favor... por favor... faça parar! Faça parar! Mamãe, faça eles irem embora!!!"

Uma menininha magra se encolhe junto à parede, segurando a mão de um dos cadáveres, uma sombra de prata ainda visível entre as roupas e carne que já começam a apodrecer.

"Por favor! Faça parar!!!"

A toda a volta de Mira, o cenário é similar. Os vivos -- vivos?... -- caminham entre os mortos, trôpegos, exaustos de lutar e sofrer; comem, dormem, mas não falam. Não há mais por que conversar, sorrir: esta é a guerra...

"Cuidado!!!"

O grito rouco alerta Mira; atrás dele, uma criatura de horror e frenesi avança em sua direção, o braço levantado e o cosmo queimando terrível como uma fogueira de ódio e destruição!

-----

Alexei:

"Não, você não entende!!! Eu não posso morrer!!! Eu ainda não posso morrer!!!"

Os gritos chegam até o espectro, incomodando-o novamente. Quem se atrevia a...?

"Eu sou um cavaleiro! Eu... não posso ter falhado!!!"

Estranho. As almas não deviam se recordar de suas vidas ao chegar ao Submundo; as raras exceções eram pessoas de grande poder e sabedoria, ou com alguma missão incompleta. De toda forma, era o dever dos espectros purificar e adequar as almas para sua estadia no Hades...
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